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  • hsteffen9

O HOME OFFICE VOLTA À EVIDÊNCIA – O MITO DO RETORNO AO PRESENCIAL

O Home Office está voltando ao centro das discussões nos meios empresariais e acadêmicos, em razão das notícias sobre o retorno ao totalmente presencial, especialmente por parte de empresas importantes, como a Zoom, Apple, JP Morgan e outras e através de matérias em veículos de grande circulação nesses meios. Daí uma falsa dedução de que o retorno ao presencial total seja uma tendência, quando a tendência é pelo regime híbrido. O que está ocorrendo, de fato, é que aqui no Brasil, alguns empresários e CEO´s estão tomando, de forma autoritária, e na esteira do que acreditam ser uma “tendência”, a decisão de retornar totalmente ao trabalho presencial. As razões alegadas para essa decisão, geralmente estão ligadas a problemas de comunicação, queda de produtividade, dificuldades da liderança em monitorar o trabalho dos colaboradores, e vai por aí afora. A questão fundamental é que os problemas que estão promovendo a decisão do retorno total não estão no Home Office em si, mas sim na forma não estruturada como foi implantado em muitas empresas ao final da pandemia. Esse sentido de “tendência”, na realidade, está sendo gerado com base em premissas falsas. Uma implantação estruturada do Home Office, fundamental para o sucesso da implantação, implica um conjunto de passos essenciais - um diagnóstico abrangente do status do Home Office; o estabelecimento de uma Política comtemplando um regramento completo das atividades envolvidas; a sensibilização e capacitação dos gestores e colaboradores envolvidos e monitoramento e avaliação constantes. A experiência mostra, muito claramente, que as empresas que se preocuparam em seguir à risca um processo de implantação estruturado já estão usufruindo de todos os benefícios e com o Home Office já inserido na cultura da organização. E aí, não há retorno. Em contraposição às empresas mencionadas no início deste artigo, podemos citar cases de sucesso aqui no Brasil - Pirelli, Faber Castell, ZF, entre muitas outras, onde tivemos a experiência de implantar o HO estruturado. O mesmo ocorre com um universo grande de outras empresas que fizeram a lição de casa bem-feita e que estão com a questão do Home Office (e importante ressaltar - no regime híbrido) totalmente pacificada. Por outro lado, temos conhecimento de empresas no Brasil que decidiram aderir à “tendência” - retorno total (e sempre de maneira unilateral e autoritária), e que estão pagando o preço da decisão equivocada - insatisfação geral, clima interno péssimo, problemas de atração e retenção de talentos, com pedidos de demissão já ocorrendo. Vale, pois, seguir as verdadeiras tendências do mundo do trabalho - a humanização, a diversidade, inclusão e equidade e, ESG, e o próprio Home Office, tendências essas que se entrelaçam. Reforço a citação de Victor Hugo, na sua sabedoria - “Nada resiste a uma ideia cujo tempo já chegou”.

Por Cleo Carneiro – Diretor do GCONTT Credito da imagem: Maria Vonotna




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